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​InformANDES na UFRGS, nº 56, 08/12/2017

Pauta:

1 – Notas em defesa das universidades públicas

2 – Docentes participaram do dia nacional de luta e paralisação

3 – Ouça o Voz Docente pela internet

1 – Notas em defesa das universidades públicas

A comunidade universitária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi surpreendida na quarta-feira, 6, com carros da Polícia Federal (PF) conduzindo coercitivamente membros da Administração da Universidade. Em coletiva à imprensa, a força-tarefa alegou que estaria apurando um desvio de verba destinada à construção do Memorial da Anistia Política do Brasil, financiado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ). A violência policial, a espetacularização e as arbitrariedades cometidas pela operação geraram indignação e solidariedade da comunidade acadêmica de todo país.

No mesmo dia, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) emitiu nota declarando sua “indignação com a violência, determinada por autoridades e praticada pela Polícia Federal, ao conduzir coercitivamente gestores (as), ex-gestores (as) e docentes da Universidade Federal de Minas Gerais, em uma operação que apura supostos desvios na construção do Memorial da Anistia.” Diz ainda a nota: “Apenas o desprezo pela lei e a intenção política de calar as Universidades, lócus do pensamento crítico e da promoção da cidadania, podem justificar a opção de conduzir coercitivamente, no lugar de simplesmente intimar para prestar as informações eventualmente necessárias. Ações espetaculosas, motivadas ideologicamente e nomeadas com ironia para demonstrar o desprezo por valores humanistas, não ajudam a combater a real corrupção do País, nem contribuem para a edificação de uma sociedade democrática.” Leia aqui a nota da Andifes na íntegra.

Na quinta-feira, 7, a diretoria do ANDES-SN publicou nota repudiando a operação da Polícia Federal: “A operação denominada “Esperança Equilibrista” já demonstra no próprio nome o escárnio para com todos e todas que lutaram pelo fim da ditadura militar no Brasil e por aquele(a)s que defendem a democracia neste país.”

A manifestação do ANDES-SN enfatiza a defesa da instituição universitária e das liberdades democráticas: “A Universidade Pública é maior que seus(suas) gestore(a)s; ela é uma conquista da classe trabalhadora e um patrimônio da sociedade, o qual defendemos de forma aguerrida. Dessa instituição, historicamente cobramos democracia interna, transparência nas contas e averiguação de toda e qualquer denúncia de corrupção. Porém, ressaltamos, que nenhum(a) membro da comunidade acadêmica deve ser perseguido(a), punido(a), desmoralizado(a) e achincalhado(a), ainda mais em processos inconclusos que tomam por base suposições, sem conceder o direito legítimo de ampla defesa.” Leia aqui a nota do ANDES-SN na íntegra.

Dezenas de intelectuais deram início à coleta de assinaturas para um Manifesto em Defesa do Estado de Direito e da Universidade Pública no Brasil. O manifesto inicia com o texto: “Nós, intelectuais, professores, estudantes e dirigentes de instituições acadêmicas, vimos a público manifestar nossa perplexidade e nosso mais veemente protesto contra as ações judiciais e policiais realizadas contra a universidade pública que culminaram na invasão do campus da UFMG e na condução coercitiva de reitores, dirigentes e administradores dessa universidade pela Polícia Federal no dia 6 de dezembro de 2017.” Leia aqui o texto integral do manifesto.

2 – Docentes participaram do dia nacional de luta e paralisação

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Em todo o país, nessa terça-feira (5), docentes de universidades federais, estaduais, de institutos federais e Cefets foram às ruas, junto com outras categorias, protestar contra a Reforma da Previdência e contra os demais ataques aos seus direitos. Apesar da decisão de CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CSB de recuarem no chamamento à Greve Nacional marcada para o dia 5 de dezembro, diversas categorias mantiveram as manifestações. A CSP-Conlutas e o ANDES-SN repudiaram o cancelamento da greve, unificada com as demais centrais, e reforçaram o chamado às suas bases para a mobilização.

O dia todo foi marcado por manifestações em espaços públicos, contra os ataques do governo Temer aos direitos dos trabalhadores. A realização de uma greve nacional unificada era parte dos esforços de construção de unidade contra a intenção do governo Temer de aprovar Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287 ainda neste final de ano. Nos diversos protestos ocorridos pelo Brasil, os manifestantes reafirmaram a importância de continuar nas ruas e ampliar as mobilizações neste mês de dezembro para evitar um retrocesso gigantesco nos direitos previdenciários.

Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, ressaltou que, mesmo diante do recuo de algumas centrais, em um momento importante para a classe trabalhadora, a CSP-Conlutas e o ANDES-SN mantiveram a indicação da mobilização, com paralisação e atos. “A resposta da nossa categoria foi muito positiva, a maior parte das Assembleia Geral realizadas após o “anúncio” de recuo de parte das centrais sindicais, manteve o dia 5 de dezembro como dia de luta. São os professores e as professoras demonstrando que continuam na luta e que vão resistir a mais essa tentativa de retirada de direitos”, afirmou.

Em Niterói (RJ), os docentes da Universidade Federal Fluminense (UFF) se uniram aos demais trabalhadores em manifestação pelas ruas logo pela manhã. No período da tarde, o protesto contra a PEC 287 se reuniu em frente às Barcas. De lá, os manifestante seguiram para o Rio de Janeiro e se juntaram aos docentes da UFRJ, do CefetRj, da Uerj da Uezo, da Faetec, da Unirio e da UFRRJ em manifestação no centro da capital fluminense, convocada por dezenas de entidades sindicais e populares, além de frentes políticas. O ato saiu da Candelária às 19 horas e foi até a Cinelândia cobrando a saída de Temer do governo, rechaçando os ataques aos direitos dos trabalhadores e fazendo duras críticas às centrais sindicais que esvaziaram o dia nacional de lutas. Em Curitiba (PR), docentes da Universidade Federal do Paraná participaram de manifestação pelas ruas do centro da cidade, com cartazes que pediam o Fora Temer e o fim da retirada de direitos. Em Florianópolis (SC), também houve paralisação com manifestação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ato no Terminal de Integração de Ônibus (Ticen), no centro da capital catarinense.

Leia aqui sobre as manifestações realizadas em todo país.

Docentes da UFRGS e do IFRS no dia de luta e paralisação

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Em Porto Alegre, as atividades começaram com manifestação no Aeroporto Salgado Filho, às 4 horas. Depois, os manifestantes se deslocaram para a Rodoviária, de onde seguiram em caminhada até a sede do INSS, no centro da cidade. Professores da UFRGS se reuniram a partir das 8 horas, em frente à Faculdade de Educação, para compartilhar um café e, em seguida, distribuir no entorno do campus um panfleto elaborado em conjunto com os colegas da recém-criada seção do Andes-SN no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Veja aqui o panfleto. Após a distribuição dos panfletos, os professores seguiram, em caminhada, até a manifestação do INSS, onde se juntaram a outras categorias paralisadas e em luta.

À tarde, foi realizado um sarau político-poético-musical em frente à Faculdade de Educação. O evento contou com a participação dos músicos Felipe Adami, Marcelo Câmara (La Digna Rabia), Angelo Primon e Ricardo Wilkemann, dentre outros. As canções foram intercaladas com a leitura, pelos participantes, de poemas  de Brecht (“Se os tubarões fossem homens”), de Maiakovski, de jovens poetas como Guto Leite, e de autores contemporâneos. Também foram lidos textos de protesto, como o manifesto em defesa dos povos indígenas de Verá Danillo Guarani. No encerramento, os participantes cantaram, em coro, a canção “Fora Temer”, uma transcriação de “Hallelulaj” de Leonard Cohen.

3 – Ouça o Voz Docente pela Internet

​• Ouça AQUI o programa nº 49/2017, do dia 6 de dezembro de 2017

No Roteiro

– Nosso comentarista Conde Pie nos fala sobre a veracidade ou não dos fatos;

Notícias Expressas

1 – Caravana levou mais de 5 mil a Brasília contra reforma da previdência

2 – Em ato contra reforma da Previdência, centrais dizem que greve geral sai junto com votação na Câmara

3 – Decisão judicial proíbe propaganda enganosa da reforma da previdência

4 – Militantes do MPA iniciam greve de fome contra Reforma da Previdência

Voz Docente é semanal, produzido pela Seção ANDES/UFRGS, em parceria com as Seções Sindicais da UFPEL, da FURG e a Regional/RS do ANDES-SN, e radiodifundido às quartas-feiras, às 13h, na Rádio da Universidade, 1080 AM ou on-linehttp://www.ufrgs.br/radio/

O programa é também veiculado três vezes por semana em Pelotas: pela Rádio Federal FM 107,9, emissora da UFPel, e pela RádioCom 104.5 FM.

Seção Sindical do ANDES-SN: sindicato de verdade!

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– 10% do PIB para Educação Pública, já!

InformANDES na UFRGS, nº 46, 30/10/2017

PAUTA:
1 – 10 de novembro será dia de mobilizações, paralisações e greve
2 – Debate sobre progressões docentes é ampliado com novo prazo e novas propostas
3 – Ouça o Voz Docente pela internet

1 – 10 de novembro será dia de mobilizações, paralisações e greve

Dez de novembro é a véspera da data a partir da qual entrará em vigor a contrarreforma trabalhista aprovada pelo governo Temer. As centrais sindicais estão construindo o 10 de novembro como Dia Nacional de Lutas e Defesa dos Nossos Direitos. Veja aqui a posição da CSP-Conlutas.
No Rio Grande do Sul, as centrais sindicais, federações e sindicatos de trabalhadores se reuniram, nesta sexta-feira, 27 de outubro, na sede da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul), para discutir ações que serão realizadas no próximo dia 10 contra a reforma trabalhista, que entra em vigor no dia 11. Foi definida a organização de manifestação em frente ao Tribunal Regional do Trabalho, em Porto Alegre, a partir das 16h. Em seguida, os manifestantes seguirão em caminhada até a Esquina Democrática para ato público no final da tarde. Entre os principais objetivos da manifestação estão a defesa da justiça do trabalho, contrariedade às reformas trabalhista e previdenciária e apoio às categorias em luta.
O Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe) divulgou, nesta quinta-feira (26), uma nova edição de seu jornal, intitulado “O Brasil precisa de uma nova Greve Geral”. O jornal traz um relato da última reunião ampliada do Fonasefe, que decidiu pela participação dos servidores no Dia Nacional de Lutas e Defesa de Nossos Direitos. Traz também uma matéria sobre a revisão da meta fiscal do governo federal, que ataca diretamente os serviços e os servidores públicos, além de uma tabela que explica como funcionam os ataques da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da contrarreforma da Previdência. Acesse aqui o jornal do Fonasefe.
A plenária nacional da Fasubra, federação que representa os servidores técnicos da Universidade, realizada nos dias 21 e 22, decidiu pela deflagração de greve em 10 de novembro. Leia mais aqui.
O ANDES-SN também está construindo mobilizações e paralisações para o dia 10 de novembro, enfatizando a defesa da educação pública, contra os cortes e a retirada de direitos. A construção foi aprovada em reunião nacional dos docentes federais, estaduais e municipais das instituições de ensino superior realizada de 18 a 21 de outubro. O calendário de lutas aprovado na reunião conjunta dos setores também inclui a Semana da Consciência Negra em novembro e o dia 25 de novembro – Dia Latino-americano e Caribenho de Luta Contra a Violência às Mulheres. Leia aqui sobre o calendário de mobilização do ANDES-SN.
Em Assembleia Geral realizada no dia 25 de outubro, os docentes da UFRGS avaliaram a necessidade de construir a mobilização para o dia 10. Foi indicado que se realizassem atividades de debate e preparação, nas unidades, e que se realizasse nova Assembleia Geral Docente, no dia 7 ou no dia 8 de novembro, para decidir sobre paralisação no dia 10. Para a data, além da participação no ato das centrais, que ocorrerá no final da tarde, também foi indicada a realização de um debate na UFRGS sobre o projeto dos Fundos Patrimoniais para as Universidades e uma manifestação poética-dramática-musical.

2 – Debate sobre progressões docentes é ampliado com novo prazo e novas propostas

Está em pauta, no Conselho Universitário, uma nova regulamentação das progressões e promoções de docentes auxiliares, assistentes, adjuntos e associados. O debate, que estava previsto para a sessão do dia 27, foi remetido para a próxima sessão do Conselho. O reitor, presidente do Consun, anunciou que convocará sessão para o dia 10 de novembro.
A discussão no Consun terá como referência a proposta elaborada por uma Comissão Especial do Conselho, constituída em 2014, e dois pareceres de vistas. Leia aqui a proposta da Comissão Especial.
Os pareceres de vistas foram construídos por representantes docentes no Consun a partir de sugestões de colegas, de Departamentos e Unidades. Acesse aqui o parecer e a proposta do professor Fernando Pulgati, professor do Instituto de Matemática e Estatística. Acesse aqui o parecer e a proposta do professor João Henrique Kanan, do Instituto de Ciências Básicas da Saúde.
A Seção Sindical do ANDES-SN na UFRGS também apresenta uma contribuição ao debate, construída a partir da Assembleia Geral Docente realizada no dia 11 de setembro. Considera-se essencial compreender progressões e promoções como direitos da carreira docente e não como privilégios. As comissões e instâncias não devem julgar o mérito das atividades desenvolvidas e sim apurar se os requisitos foram preenchidos. A regulamentação deve ser flexível, valorizando e considerando a pluralidade e a diversidade de atividades. As pontuações excedentes devem ser integralmente aproveitadas no interstício posterior. Os efeitos financeiros devem ser retroativos à data em que o docente realizou as atividades. A progressão deve ser desburocratizada. Leia aqui o documento da Seção na íntegra.
Na Assembleia Geral do dia 25 de outubro, o tema das progressões foi novamente abordado. A partir da exposição do professor Pulgati, verificou-se que há uma grande convergência entre os princípios propostos pela Seção e os pareceres de vistas.
Por outro lado, foram apontados ainda problemas que não estão contemplados em nenhum parecer. Por exemplo, as tabelas estabelecem diferenças importantes na pontuação de artigos de periódicos indexados e de periódicos não indexados. Mas os critérios aplicados na indexação não são transparentes e não correspondem aos critérios usados, por exemplo, em muitas Áreas de Avaliação da Capes, para a classificação dos periódicos. Problema semelhante ocorre com a exigência de que livros sejam publicados por editoras que têm conselho editorial. Ocorre que muitos livros produzidos em processos de avaliação por pares não atendem essa exigência devido a motivos variados, como os prazos de publicação estabelecidos pelas agências.
O debate realizado até o momento indica que a regulamentação das progressões deve ser feita com cuidado e atenção às falas dos docentes, para que não se produzam mais entraves à carreira.
Leia os documentos, debata, divulgue! Progressão é direito, não é privilégio!

3 – Ouça o Voz Docente pela internet

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Ouça AQUI o programa nº 43/2017, do dia 25 de outubro de 2017
No Roteiro:
– O vice-presidente da Associação Memorial Luiz Carlos Prestes, Edson Ferreira dos Santos, fala sobre a inauguração do memorial neste sábado;
– Nosso Conde Pié ataca mais uma vez de poesia para espantar as assombrações do nazi-fascismo.
Notícias Expressas
1 – Entidades lançam Frente em Defesa das Instituições de Ensino Superior Públicas
2 – Andes Ufrgs participou do Fórum Popular Estadual de Educação
3 – Após pressão, Conselho da UFPel retira de pauta minuta de carga horária docente
4 – Assembleia docente debaterá progressões e calendário de mobilizações e paralisações
5 – Fabico sediará 1º Encontro Gaúcho pelo Direito à Comunicação nesta sexta e sábado
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– Ensino Público e Gratuito: direito de todos, dever do Estado!
– 10% do PIB para Educação Pública, já!

InformANDES na UFRGS, nº 39, 13/09/2017.

PAUTA:

1 – Quinta-feira 14 será Dia Nacional de Lutas, Mobilização e Paralisação em Defesa dos Serviços Públicos e contra a Reforma da Previdência

2 – Docentes debatem regulamentação das progressões e promoções

3 – Protesto contra fechamento da exposição Queer no Santander Cultural

4 – Ouça o Voz Docente pela internet

1 – Quinta-feira 14 será Dia Nacional de Lutas, Mobilização e Paralisação em Defesa dos Serviços Públicos e contra a Reforma da Previdência

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Nesta quinta-feira, 14 de setembro, docentes de todo o país participam do Dia Nacional de Lutas, Mobilização e Paralisação em Defesa dos Serviços Públicos e contra a Reforma da Previdência. Além do ANDES-SN, a Fasubra e o Sinasefe – entidades sindicais do setor da educação federal – também incorporaram a data em seus calendários; o Dia Nacional de Lutas também é convocado pelo Fórum de Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e pela Central Sindical e Popular – Conlutas.

Além de lutar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 – da contrarreforma da Previdência – e o Programa de Desligamento Voluntário (PDV), os docentes e as demais entidades exigem a revogação das leis da Reforma Trabalhista e da Terceirização, e da Emenda Constitucional (EC) 95/16 – a qual congela os gastos públicos por 20 anos -, que têm impactado duramente as instituições e institutos federais de ensino.

Em Porto Alegre, às 17 horas, na Esquina Democrática, ocorrerá um ato convocado pelo Fórum dos Servidores das Três Esferas (federal, estadual, municipal), Em Defesa dos Serviços Públicos, contra os ataques do governo federal, estadual e municipal.

Na UFRGS, os servidores técnicos da UFRGS vão realizar um dia de paralisação e mobilização. A Assembleia Geral de Docentes realizada no dia 11, segunda-feira, decidiu participar das atividades de mobilização ao longo do dia, culminando com o ato no centro da cidade. Uma plenária de mobilização de estudantes, docentes, técnicos e terceirizados, realizada no dia 12 de setembro, também definiu uma agenda de atividades “Mobiliza Ufrgs”.

Agenda de mobilização no dia 14 de setembro

7h30 – Aula aberta sobre os cortes de verbas na Universidade (em frente à Faculdade de Educação, Campus Centro)

10h – Confecção de cartazes em frente à Faculdade de Educação.

14h – Debate: “Os serviços públicos e a crise”.

16h – Concentração em frente à Faculdade de Educação.

17h – Ato unificado na Esquina Democrática

Ato contra corte de verbas no dia 18 de setembro

Um ato contra os cortes de verbas para as universidades está sendo convocado pelos reitores das instituições federais de ensino do Rio Grande do Sul  para a segunda-feira, 18 de setembro, às 9 horas, no Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

2 – Docentes debatem regulamentação das progressões e promoções

Um novo regramento sobre as progressões e promoções de docentes da UFRGS poderá ser apreciado nesta sexta-feira, 15 de setembro, pelo Conselho Universitário. A proposta reúne em uma única decisão as regras para progressões e promoções de auxiliares, assistentes, adjuntos e associados. A elaboração da proposta foi atribuída a uma Comissão Especial, criada em 2014. Leia aqui a proposta que foi encaminhada aos conselheiros.

A discussão do tema foi incluída na pauta da sessão do Consun realizada em 25 de agosto. Entretanto, foi adiada por decisão da ampla maioria dos conselheiros, que consideraram inadequado votar, em período de férias, um texto que sequer havia sido divulgado entre os docentes.

Docentes discutem progressões em Assembleia Geral

A Assembleia Geral de Docentes reunida no dia 11 de setembro também tratou do tema. O advogado Guilherme Pacheco Monteiro, que presta assessoria jurídica à Seção Sindical, apresentou um parecer geral sobre o texto, que repete outras normas e introduz detalhamentos excessivos, criando empecilhos variados às progressões. O professor Fernando Pulgati, Presidente da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), relatou os debates que a Comissão vem acompanhando nas unidades. A seguir, vários docentes apresentaram comentários, oriundos das discussões que vêm sendo travadas nas últimas semanas.

Alguns colegas presentes mostraram preocupação com a precisão do texto. É necessário garantir, por exemplo, que os efeitos financeiros e funcionais das progressões vigorem desde a data em que o(a) docente houver realizado e registrado as atividades correspondentes à pontuação necessária, respeitado o interstício mínimo. Interpretações divergentes acerca de decisões anteriores do Consun tem causado prejuízos aos docentes e à própria Universidade, e devem ser evitadas.

Uma preocupação mencionada por vários colegas refere-se à padronização das pontuações, quando as atividades realizadas pelos docentes, nas diferentes áreas, unidades e departamentos, são muito diversas. Uma tabela geral de pontuação pode apontar indicadores, mas é importante que unidades e departamentos possam acrescentar itens à tabela, como se costuma fazer nos concursos, incluindo atividades não previstas pela regulamentação geral, ou alterando pesos, de modo a valorizar atividades próprias de cada área.

As progressões não devem seguir uma lógica de filtro

Os processos devem oportunizar que cada docente comprove sua atuação no ensino, na pesquisa, extensão e atividades administrativas, e não devem se constituir em filtros segundo critérios de produtividade que valorizam apenas determinadas atividades. Na mesma linha, foi sugerido que os pontos excedentes em uma progressão possam ser integralmente aproveitados na progressão seguinte, sem a aplicação de critérios redutores. A Universidade tem autonomia para definir as regras de promoção ou progressão. Essa autonomia deve ser exercida em benefício da valorização da carreira, observaram alguns colegas presentes à Assembleia.

A avaliação discente, na proposta da Comissão, tem um peso desmedido: para progredir, é preciso obter uma nota média 4 (quando a nota máxima é 5). Ocorre que a avaliação discente tem objetivos pedagógicos, visa o diálogo, a melhoria do ensino e não o propósito de avalizar ou não uma progressão. Por exemplo, um professor que considere a avaliação discente injusta não tem a quem recorrer! Várias outras distorções são possíveis, resultantes da própria natureza desse mecanismo.

Várias outras questões foram mencionadas nas intervenções, como os prejuízos impostos aos docentes que ingressam por vacância. Ao final do debate, os docentes presentes decidiram pela construção de um documento que será apresentado aos conselheiros, com ponderações e propostas.

3 – Protesto contra fechamento da exposição Queer no Santander Cultural

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Poucos dias antes de completar um mês em cartaz no Santander Cultural, no centro de Porto Alegre, a exposição “Queermuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira”, que deveria se estender até 8 de outubro, foi cancelada neste domingo, 10 de setembro, após uma onda de ataques nas redes sociais e manifestações no próprio recinto da exposição, em constrangimento aos visitantes. Segundo reportagem de Fernanda Canofre no Sul21, a narrativa empreendida por movimentos que se sentiram ofendidos pela exposição afirma que as obras fariam apologia à zoofilia, à pedofilia e ofendiam a religião cristã.

Com curadoria de Gaudêncio Fidelis, a Queermuseu, segundo reportagem do Jornal do Comércio, é formada por mais de 270 obras (oriundas de coleções públicas e privadas) que percorrem o período histórico de meados do século XX até os dias de hoje. A iniciativa explora a diversidade de expressão de gênero e a diferença na arte e na cultura, e foi viabilizada pela captação de R$ 800 mil por meio da Lei Rouanet.

Em protesto contra o encerramento da mostra, o Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual e ativistas da comunidade cultural porto-alegrense organizaram nesta terça-feira, 12 de setembro, à tarde, em frente ao Santander Cultural, o Ato pela Liberdade de Expressão Artística e Contra a LGBTTFobia, “em defesa da liberdade de expressão artística e das liberdades democráticas”. A manifestação, que iniciou às 15h30, transcorreu pacificamente. No início da noite, integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), segundo relatos de manifestantes, começaram a fazer provocações. O ato se encerrou com uma intervenção do pelotão de choque da Brigada Militar, que lançou bombas de gás sobre os manifestantes. Leia mais sobre o ato aqui.

Um abaixo-assinado circula recolhendo adesões em favor da reabertura da exposição: “O fechamento da exposição ‘Queermuseu – cartografias da diferença na arte da brasileira’ em cartaz no Santander Cultural em função de protestos contra o seu conteúdo é um retrocesso e a atitude exatamente contrária que deve ter um centro cultural sobre os conteúdos artísticos que viabiliza à apreciação de toda uma sociedade. Não se trata de uma casa de chá cuja proposta é agradar a clientela e sendo assim gerar polêmica e manter firme princípios de liberdade de expressão estão sim no seu cardápio.” Acesse o abaixo-assinado aqui.

Docentes da Ufrgs também coletam assinaturas para uma nota de repúdio ao fechamento da exposição que inicia com o texto: “Nós, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que abaixo assinam esta nota, consideramos imprescindível e inalienável o direito à livre expressão em geral e, em particular, o direito à livre expressão artística. Por isso, registramos aqui nosso protesto contra o abrupto e arbitrário encerramento da exposição Queermuseu – cartografias da Diferença na Arte Brasileira, que estava ocorrendo no espaço Santander Cultural.” A nota já conta com mais de 130 adesões.

Os docentes da Ufrgs reunidos em Assembleia Geral no dia 11, segunda-feira, também aprovaram uma nota de repúdio ao fechamento da exposição: “As e os docentes da Ufrgs, reunidos em Assembleia Geral no dia 11 de setembro de 2017, manifestam seu repúdio ao encerramento da exposição ‘Queermuseu – Cartografias da diferença na Arte Brasileira’ no Museu Santander Cultural de Porto Alegre, atendendo a pressões de grupos que realizaram campanhas pelas redes sociais e ações de constrangimento aos frequentadores da mostra. O encerramento da exposição é uma concessão à intolerância, ao preconceito e à incompreensão das artes. As alegações apresentadas para o cancelamento desrespeitam as obras e os artistas envolvidos, privam a população porto-alegrense do acesso a uma mostra de relevância internacional e acenam para um caminho inaceitável de censura e de restrição às manifestações artísticas e ao debate sobre a diversidade.”

4 – Ouça o Voz Docente pela internet

  • Ouça AQUI o programa nº 36/2017, do dia 6 de setembro de 2017

No Roteiro

– O segundo secretário do ANDES e professor da UFPEL, Giovanni Frizzo, comentou a vitória contra o projeto Escola Sem Partido em Pelotas;

– Nosso Conde Pié resgata a poesia do mais importante poeta grego do século passado;

Notícias Expressas

1 – Servidores federais definem 14 de setembro como Dia Nacional de Lutas, Mobilização e Paralisação

2 – ANDES-SN se reúne com Andifes para discutir os cortes no orçamento da educação

3 – Reitores do Rio Grande do Sul convocam ato para dia 15 de setembro

4 – Servidores estaduais da educação aprovam greve por tempo indeterminado no RS

5 – Argentinos ocupam escolas contra Reforma Educativa em Buenos Aires

 

Voz Docente é semanal, produzido pela Seção ANDES/UFRGS, em parceria com as Seções Sindicais da UFPEL, da FURG e a Regional/RS do ANDES-SN, e radiodifundido às quartas-feiras, às 13h, na Rádio da Universidade, 1080 AM ou on-linehttp://www.ufrgs.br/radio/

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– 10% do PIB para Educação Pública, já!

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