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Documento do Comando Local de Greve à Assembleia Geral dos docentes da UFRGS

As palavras a seguir expressam a posição do Comando Local de Greve dos Docentes da UFRGS e são resultado de decisão consensual, tomada em reunião na noite de ontem (17/8), após amplo debate e avaliação coletiva dos integrantes deste CLG, oriundos de diferentes unidades acadêmicas que vêm construindo e fazendo a greve docente na UFRGS desde o final de junho.

A greve nacional prossegue, se amplia e se fortalece. A greve na UFRGS traz conquistas locais importantes, mas também atingiu limites que precisam ser avaliados.
Não podemos, ainda, afirmar que a greve nacional docente teve conquistas materiais nas negociações com o Governo Federal. E nem tampouco que a greve na UFRGS obteve respostas satisfatórias nas negociações locais com a Reitoria.
Fato é que, embora tenhamos motivos de sobra – nacionais e locais – para seguir em greve, o nível de mobilização demonstra ter chegado ao seu auge e limite para sustentar o prosseguimento, na UFRGS, da greve – que não se encerrou nacionalmente e com a qual esta Assembleia precisa continuar sintonizada e mobilizada.
O CLG avalia que chegou a hora de sairmos coesos/as, todo/as junto/as, a partir de uma decisão amadurecida, tomada, não individualmente, mas no espaço de decisão coletiva e unidade da categoria que é a Assembleia Geral.
Por outro lado, se ainda não tivemos conquistas concretas imediatas do ponto de vista do atendimento de nossa pauta, sim é certo que nossa luta da greve traz até aqui, ganhos políticos – que devem ser consolidados com a continuidade de nossas ações mediante outras ferramentas de luta, na conjuntura local que se apresenta para nosso movimento na UFRGS – e sobre a qual esta Assembleia terá que deliberar soberanamente.

Temos ganhos políticos em diferentes terrenos:

– Mostramos que é preciso lutar – que sem luta estamos condenados a aceitar o faz de conta de que o lema Pátria Educadora é uma realidade e que a UFRGS é a número 1
– Mostramos, nos plenários democráticos de nossas Assembleias, a disposição de luta de um número expressivo de professores/as desta Universidade, que não aceitam a lógica do individualismo, do conformismo, do imobilismo; e que entendem que a tradição do debate acadêmico de ideias tem de permanecer viva e se concretizar em ações, na busca de soluções que resolvam nossos problemas e assegurem nossos direitos, coletivamente
– Deflagramos esta greve na UFRGS em um quadro oposto ao de 2012, quando fomos a última a aderir ao movimento nacional. Contribuímos, assim, para manter acesa a chama da luta e da resistência docente entre as federais no Rio Grande do Sul, desta vez como a única universidade federal em greve no estado, até o momento
– Mostramos que existe dinheiro, sim! –  os recursos que o Governo alega não existirem, em seu implacável ajuste fiscal; os recursos supostamente inexistentes para atender às reivindicações como as de nossa carreira e dos investimentos tão necessários na Universidade Pública – afetados de maneira exacerbada agora com os cortes de R$10 bilhões na Educação – estão indo, na verdade, para o serviço da dívida (leia-se: remuneração dos banqueiros) e para as instituição privadas de ensino superior, como no programa FIES
– Vimos atuando em ações de unidade com a greve da Assufrgs, mostrando que somos todos servidores/as públicos/as federais, que não temos data-base, que sofremos de par em par a precarização cotidiana das condições de trabalho e que precisamos seguir potencializando nossa luta comum como comunidade universitária e como categorias que estão representadas no Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), nas negociações da greve nacional
– Conseguimos, graças à greve, parar para refletir e discutir o momento que vivemos, nas assembleias, aulas públicas, reuniões em unidades, marchas e atos pela cidade, panfletagens, etc., construindo um processo permanente de politização
– Conseguimos, mediante a mobilização da greve, levantar dados, imagens e documentos sobre a realidade da precarização na UFRGS, construindo uma importante pauta local de reivindicações, com subsídios para o prosseguimento de nossas lutas comuns
– Conseguimos, a despeito da omissão da Reitoria em se posicionar oficialmente contra os cortes na Educação, levar nossa posição a ser ouvida no Consun, na última reunião do Conselho Universitário, em ação conjunta dos três segmentos da Universidade, fruto de mobilização no âmbito da greve
– Conseguimos fazer a Reitoria responder ao nosso pleito mediante um documento assinado. Mesmo que o teor desta resposta não seja muito preciso e mesmo que os prazos comprometidos inicialmente esperados no quesito 1 (infraestrutura) sejam insatisfatórios; e mesmo, ainda, que o documento confirme posição contrária aos interesses docentes nos itens 2 (progressões e promoções) e 3 (abertura de vagas RJU para cargos e funções considerados teoricamente extintos), a resposta formal nos permite cobrar o andamento do que foi prometido e embasar possíveis ações legais sobre os demais pontos da pauta, como é a questão dos direitos das progressões e promoções funcionais.

Considerando todo o exposto acima, o CLG, por decisão consensual tomada em sua reunião na noite desta última segunda-feira, aponta para a Assembleia Geral avaliar e deliberar a posição pelo

ENCERRAMENTO da GREVE, com a manutenção de agenda de mobilização, chamando atenção para a pauta da greve nacional docente, apoiando a greve dos servidores técnicos-administrativos da UFRGS e realizando atividades conjuntas com a Assufrgs e as entidades estudantis ora mobilizadas.

O CLG entende e indica esta decisão como um recuo tático, mantendo a mesma firmeza da perspectiva de movimento docente que vem atuando nesta greve: defendemos o caráter público da Educação, o Serviço Público e nossos direitos, lutamos contra a mercantilização do Ensino e da Pesquisa e contra os cortes na Educação, lutamos por uma Universidade de qualidade, crítica e democrática.
A greve não é fim, é meio. Esta não é a primeira greve na UFRGS, nem será a última. E o sentido de luta de todas e todos que constituem este plenário cheio precisa se manter coeso, organizado, criativo e combativo, para seguirmos nos mobilizando de outras formas nas próximas semanas, apoiando nossos companheiros que estão na greve nacional e acompanhando e apoiando a luta local dos estudantes em defesa de seus direitos, mantendo atividades de mobilização local, na certeza de que cada esforço, cada dia, cada sacrifício empenhados até aqui já valeram muito a pena.
A greve é pedagógica e graças às greves temos preservado – a duras penas – o caráter público da Educação e nossos direitos, que estão em xeque. Com a greve de 1982 barramos a cobrança de mensalidades nas federais, com a de 1987 conquistamos nossa careira, com a de 2001 derrotamos o projeto de FHC e Paulo Renato de Souza que desobrigava o MEC a custear as federais, com a de 2012 derrotamos o “reajuste zero”, a criação do “Sênior”, a carreira de 21 níveis e conquistamos a incorporação do Titular à carreira. Na de 2015, já derrotamos o “reajuste de 1%”, estamos questionando e combatendo os cortes e o confisco salarial planejado pelo governo para os próximos quatro anos, estamos mostrando que Educação não é, nem pode ser mercadoria, que é preciso, justo e acertado lutar, com todas as ferramentas à nossa disposição – seja greve ou não-greve – , em defesa da Educação Pública, Gratuita, de Qualidade e socialmente referenciada, como nossa bandeira. A greve nacional prossegue e nós estaremos sintonizados/as com ela, mantendo nossa mobilização através de outras formas de luta.

Comando Local de Greve dos Docentes da UFRGS, 18 de agosto de 2015

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3 Comentários

  1. Boletim Informativo*, nº 16/2015, 19/08/2015 | Seção Sindical ANDES/UFRGS
  2. Seção Sindical ANDES/UFRGS
  3. Boletim Informativo*, nº 17/2015, 20/08/2015 | Seção Sindical ANDES/UFRGS

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