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Contribuição da Seção Sindical à campanha contra o Aedes Aegypti

Já faz tempo que a dengue se espalhou por todo o Brasil. Veio então a chikungunya e, a partir de 2014-2015, o aparecimento e rápida expansão do vírus zika. As suspeitas (e confirmação?) de associação do vírus com risco de microcefalia em recém-nascidos fizeram soar o sinal de alarme: governos (federal, estaduais, municipais), parlamentares, políticos finalmente despertaram…!

Campanha nacional

O governo federal lançou uma campanha nacional com distribuição de material informativo impresso nas habitações: “#ZikaZero”, “Um mosquito não é mais forte que um país inteiro”. Os cidadãos são alertados que “Tudo que acumula água é foco de mosquito”, e chamados a, cada um, “combater o mosquito periodicamente”.

As escolas, as Universidades são convocadas a aderir à campanha e assumir tarefas. Nossa UFRGS não se furtou de fazê-lo: assinou convênios, tomou iniciativas, publicou matérias e divulga um vídeo sobre o assunto. Seu Portal convida a dar raquetadas no mosquito; o golpe certeiro no alvo abre uma página do Ministério da Saúde: http://combateaedes.saude.gov.br/

Apoiar a campanha nacional?

Devemos apoiar a campanha nacional? Certamente. É correto chamar, mobilizar a população, explicar que “não adianta apenas matar o mosquito”, é necessário impedir que ele nasça: “Não podemos deixar ele nascer”. E, acrescenta o material informativo governamental, “isso depende de todos nós”.

Todos nós? Entendemos que sim, desde que, além de cada cidadão, o “todos nós” inclua governo federal, governos estaduais, prefeituras, etc., e – não é secundário – desde que as questões de fundo, as deficiências históricas não sejam ignoradas, silenciadas, mas enfrentadas.

Infelizmente, não é o caso.

“O governo está fazendo tudo que é necessário”

Os problemas começam com a ufanista auto-satisfação que abre a páginahttp://combateaedes.saude.gov.br/ do Ministério da Saúde: Governo está fazendo tudo que é necessário para o combate ao Aedes aegypti, diz ministro

Será que está mesmo fazendo “TUDO que é necessário”? Deixamos passar…

É bem feito o material de esclarecimento a respeito das três doenças bem como o chamamento dos cidadãos a, cada um, sair à caça dos focos de reprodução do mosquito e elimina-los em seu local de estudo, trabalho, seu bairro, sua rua, seu lar.

Estranhamos…

O que estranhamos é o silêncio total do material governamental sobre a fundamental importância do saneamento básico, cujo caráter e ação preventivos são essenciais em matéria de saúde coletiva e de epidemiologia. Ora, é sabido que a falta de saneamento é uma das causas da presença, nas cidades brasileiras, do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus.

Um colossal esforço concentrado visando à substancial melhoria do saneamento seria necessário para impedir a reprodução e proliferação do mosquito Aedes Aegypti e, assim, evitar ou frear a expansão da dengue, chikungunya, zika. Isso não foi feito! Agora, o país está pagando o preço de décadas de descaso com a infraestrutura, com o saneamento.

A tarefa continua, portanto, pendente, devendo ser enfrentada para efetiva e seriamente combater o mosquito vetor dessas doenças.

Lamentamos que o governo subestime a importância e necessidade do saneamento

Por isso, decidimos criar e divulgar uma imagem que mencionasse a questão do saneamento. Partimos da vinheta governamental. Acrescentamos: A falta e precariedade do abastecimento de água, coleta de esgotos, lixo e drenagem criam condições favoráveis ao desenvolvimento dos mosquitos.

E reivindicamos: Pela melhoria dos serviços de saneamento das cidades! Contra os cortes de verbas nas áreas de saneamento e saúde pública!

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