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Centrais preparam novas mobilizações e reúnem-se com deputados

27 de junho de 2019

A discussão da Reforma da Previdência entra em uma semana decisiva, em que a Comissão Especial pode votar o relatório final sobre a proposta, para, em seguida, encaminhar o texto à votação no plenário da Câmara dos Deputados. Neste contexto, representantes das centrais sindicais estão em Brasília para uma série de atividades no Congresso, e também para definir as próximas mobilizações que serão convocadas para barrar o desmonte da Previdência.

Na terça-feira (25), representantes das entidades reuniram-se com os líderes dos partidos da oposição para saber como estão as discussões no Congresso e sobre a estratégia dos parlamentares da minoria para a votação na Comissão. Os partidos de oposição já anunciaram que irão votar contra o relatório, e buscam garantir que a votação seja adiada para que haja mais tempo para discussão.

As direções das centrais também estão se organizando para intensificar a luta contra a reforma. A orientação é manter um estado de mobilização permanente, e em breve será definido um novo calendário de lutas. “A hora é de pressão total sobre o governo e o Congresso. Por isso, devemos retomar a realização de assembleias nas fábricas e locais de trabalho, fazer pressão sobre os deputados, principalmente em suas bases eleitorais, ações nos aeroportos, bem como a realização de novas mobilizações no país”, afirma Luiz Carlos Prates (Mancha), integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

Apesar de algumas alterações, a essência da reforma permanece

O governo e sua base articulam a todo vapor para votar a reforma na Comissão até quinta-feira (27) e fazer a primeira votação no plenário antes do recesso parlamentar, no dia 18 de julho.

O relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB), apesar de algumas alterações, manteve os eixos principais da proposta do Executivo, como exigência de idade mínima, aumento no tempo de contribuição, redução no cálculo dos benefícios e no pagamento do PIS, entre outros ataques.

Na Comissão, deputados seguem discutindo e apresentando emendas, mas a essência da reforma permanece – ou seja, em resumo, seguem intactos os objetivos do governo Bolsonaro de impedir que os trabalhadores brasileiros se aposentem e de acabar com os benefícios previdenciários que hoje são garantidos pelo INSS. “Essa reforma precisa ser rechaçada na íntegra, porque não basta negociar mudanças pontuais, pois isso não resolve e só vai ajudar o governo a aprovar o fim das aposentadorias. Aposentadoria não se negocia”, destaca Mancha.

Novo calendário de luta

No dia 12 de julho, estudantes e trabalhadores realizarão um ato em Brasília em defesa da educação e das aposentadorias. As centrais programam outras manifestações, como um dia nacional de mobilização nos estados, a realização de um Ocupa Brasília, como ocorreu em 2017, e a convocação de uma nova Greve Geral. “Tudo está dependendo de como vai ocorrer a tramitação da reforma no Congresso”, antecipa o sindicalista.

“A CSP-Conlutas defende que somente a mobilização da classe trabalhadora pode barrar essa reforma e impedir o fim das aposentadorias. A tarefa das centrais e de todos os que dizem defender os trabalhadores é fortalecer a luta e a mobilização para barrar esse ataque”, reforça Mancha.

Assim que as centrais sindicais definirem novas datas do calendário de lutas, faremos ampla divulgação em nossos canais de comunicação.

Leia aqui nota das centrais sindicais contra a Reforma da Previdência

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