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Reforma da Previdência: Centrais definem jornada de luta e 1° de Maio unificado, rumo à Greve Geral

01 de abril de 2019

Em reunião realizada na semana passada em São Paulo, dirigentes das centrais sindicais definiram os próximos passos da luta contra a Reforma da Previdência. As atividades terão início já nesta terça-feira (02), com o lançamento de um abaixo-assinado nacional contra a Reforma da Previdência.

A orientação é que essa atividade seja realizada nos estados e nas regiões, juntamente com a divulgação da Calculadora do Dieese, que simula o tempo necessário para o trabalhador se aposentar. O objetivo é intensificar a campanha junto à população, para explicar como a PEC da reforma significa o fim do direito à aposentadoria e de benefícios como BPC, PIS/PASEP, pensão por morte, entre outros.

No dia 9/4, haverá ação unificada das centrais sindicais no aeroporto de Brasília para pressionar deputados e senadores a não aprovarem a PEC da Reforma da Previdência. A partir de agora, a orientação é também pressionar de forma permanente os parlamentares, no Congresso e em suas bases.

Outra atividade aprovada é o apoio e a participação das centrais sindicais à greve nacional dos trabalhadores da Educação, com indicativo de ocorrer no dia 26 de abril. Ainda está sendo avaliada a possibilidade da realização de ações unitárias nos estados neste dia, de maneira a unificar a defesa da Educação Pública e a luta contra a Reforma da Previdência. Reunião da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) vai debater e confirmar a data da paralisação da categoria em todo o País, que enfrenta graves ataques à educação pública e será uma das mais atingidas pela reforma de Bolsonaro.

 

1° de Maio – Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores

O 1° de Maio – Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores – é a próxima data nacional de luta unificada apontada pelas centrais. As manifestações deverão ser organizadas em todos os estados e nas regiões, focando na luta contra a Reforma e contra o desemprego.

“No último dia 22, os trabalhadores deram uma forte demonstração de disposição de luta e que não querem saber de nenhuma reforma que ataque a aposentadoria e a Previdência Social. Nossa tarefa é dar continuidade à mobilização e fortalecer essa luta. A campanha deve seguir forte nos estados e regiões, com a realização de plenárias dos fóruns contra a reforma para organização da luta, distribuição de materiais, trabalho nas bases, entre outras iniciativas”, afirma Renata França, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, presente à reunião.

“Os trabalhadores e a população em geral já estão percebendo que essa reforma significa o fim da aposentadoria e de direitos previdenciários essenciais, como auxílio-doença e benefícios assistenciais. Já o governo Bolsonaro enfrenta uma grave crise em sua base de apoio, um momento que devemos aproveitar para enterrar de vez essa reforma. É hora de intensificar a mobilização, rumo a um forte 1° de Maio e à construção da Greve Geral”, avalia Atnágoras Lopes, também integrante da SEN da CSP-Conlutas.

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