• Sindicalize-se!

  • Site ANDES-SN

  • Assessoria Jurídica

  • Cartão TRI Passagem Escolar

  • Cartilha sobre Assédio Moral

Presença das mulheres no universo científico é tema de seminário

14 de fevereiro de 2019

Quando se trata de presença de mulheres nos estudos de ciência, o Brasil está muito à frente de países como Estados Unidos, Alemanha e Japão. Porém, ao contrário do senso comum que aponta a família como uma dificuldade para que as mulheres sigam carreiras, seja na academia, seja nas empresas, é a cultura machista que as bloqueia desde cedo. Esse foi o tom do seminário SBPC e as Mulheres e Meninas na Ciência, realizado na segunda-feira (11), na USP, em São Paulo.

O evento, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC),  teve como tema central a celebração do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, criado em 2015 pela Unesco.

A professora Marcia Cristina Bernardes Barbosa, do Instituto de Física da UFRGS, levou dados mundiais que mostram que a presença das mulheres na ciência é equivalente à dos homens na graduação (aproximadamente 50%), caindo na pós-graduação (43%), o que se agrava na área de Física. Ao mesmo tempo, outros estudos apontam que a presença de mulheres promove a diversidade dentro das empresas, o que resulta em maiores lucros.

O obstáculo do machismo

Segundo a docente, existem alguns mitos sobre a baixa presença de mulheres nas ciências, como falta de ambição, falta de jeito e que a ciência seria lugar de “nerds”, principalmente as exatas. Os estereótipos que mostram cientistas como brancos, velhos, loucos, antiéticos, esquisitos não contribuem para atrair a juventude para a profissão, aponta a pesquisadora, lembrando que a escola tampouco contribui para que as meninas se vejam como cientistas.

Contra o argumento da falta de ambição, Marcia Cristina apontou outra pesquisa mostrando que, no começo da carreira, homens e mulheres têm os mesmos anseios. Por volta da metade da trajetória acadêmica, as mulheres vão perdendo o entusiasmo, mas não por causa dos filhos ou do marido. “São os comentários cretinos dos colegas”, diz. “As pessoas estão mais preocupadas com as roupas, as companhias, as atividades pessoais do que com o desempenho intelectual das mulheres”.

As mulheres também enfrentam os obstáculos do assédio moral e do assédio sexual que, para  a professora do IF/UFRGS, devem ser abordados com mais ênfase, com a criação de comitês de ética e conduta nas universidades e regras para punição.

O tema também foi tratado por Adla Martins Teixeira, coordenadora de estudos na área de gênero e sexualidade na educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Por conta das ações misóginas, aos 15 anos as meninas já não se consideram capazes para a atividade científica. O trabalho tem que ser antes da universidade também”, comentou a pesquisadora.

O evento também contou com sessão especial celebrando mulheres e meninas cientistas,  com a apresentação de um selo temático dos Correios, lançado em dezembro passado, em homenagem à cientista brasileira Johanna Döbereiner (indicada ao Nobel de Química em 1997). No encerramento, foi lançado o prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, que leva o nome da primeira presidente mulher da SBPC, em homenagem às cientistas e futuras cientistas brasileira de destaque.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • FUTURE-SE EM DEBATE

  • Canal Docente

  • Seção Sindical ANDES/UFRGS no Facebook

  • + notícias

  • Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

%d blogueiros gostam disto: