• Sindicalize-se!

  • Site ANDES-SN

  • Assessoria Jurídica

  • Cartão TRI Passagem Escolar

  • Cartilha sobre Assédio Moral

Docentes repudiam fala do ministro Vélez Rodríguez sobre universidade para elite

04 de fevereiro de 2019

A recente fala do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, de que “as universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica” do país, é mais uma manifestação de um Executivo que ataca a educação pública e as universidades,   interferindo sistematicamente na autonomia de instituições de ensino e na liberdade de cátedra.

O ministro declarou a intenção de ampliar o ensino técnico em lugar de investir no ensino superior, com o pretexto de inserir os jovens mais rapidamente no mercado de trabalho. “A ideia de universidade para todos não existe”, declarou Rodríguez, alegando que o retorno financeiro dos cursos técnicos é maior e mais imediato do que o da graduação.

É preciso ampliar e não reduzir o acesso ao ensino superior

Diferentemente do afirmado pelo presidente, o Brasil tem falta e não excesso de diplomas universitários. Menos de 15% da nossa população tem ensino superior completo. “Isto é uma das mais importantes causas da absurda desigualdade social no país”, destaca a cientista política Céli Pinto, professora aposentada convidada do Departamento de História da UFRGS, em artigo veiculado pelo portal Gaúcha ZH. Informações de 2017 divulgados pela organização não governamental Oxfam Brasil colocam o Brasil como o 9º país mais desigual do mundo.

“Talvez os dados não preocupem Bolsonaro e Vélez Rodriguez, afinal o primeiro ganhou as eleições sem dizer uma única palavra sobre desigualdade social ou educação. Seu plano para os primeiros 100 dias de governo preocupa-se com a cor da capa do passaporte e com a educação domiciliar, duas medidas que dizem respeito às classes mais abastadas da sociedade. O que estarão pensando alguns milhões de eleitores de Bolsonaro, que são pobres e têm na educação o sonho de ascensão social?”, questiona a cientista política.

“A declaração do ministro explicita uma concepção atrasada de educação, contra a qual lutamos”, acrescenta Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN. Historicamente, o Sindicato defende que a universidade seja pública, gratuita, de qualidade socialmente referenciada. Para o ANDES-SN, o acesso deve ser universal e acompanhado de uma política eficiente de permanência estudantil.

Leia aqui a Carta aberta ao ministro da Educação da jornalista Laura Sito

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • FUTURE-SE EM DEBATE

  • Canal Docente

  • Seção Sindical ANDES/UFRGS no Facebook

  • + notícias

  • Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

%d blogueiros gostam disto: