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Brumadinho: alertas de ambientalistas foram desconsiderados

28 de janeiro de 2019

A tragédia de Brumadinho, que já resulta em dezenas de mortes, centenas de desaparecidos, flora e fauna aniquiladas e prejuízos socioambientais incalculáveis, é a repetição do descaso em prol do crescimento econômico desenfreado. Se não bastassem episódios como esse e o de Mariana, que até hoje segue impune, o governo eleito defende mais flexibilização das políticas do setor.

 

Crônica de mortes anunciadas

Mesmo após o desastre de Mariana, que deixou 19 mortos confirmados e era considerado o maior desastre ambiental do Brasil, o governo mantém uma estrutura precária de fiscalização relacionada ao tema, além de facilitar os licenciamentos e ignorar cuidados essenciais para a segurança e a manutenção de comunidades e meio ambiente.

Dados do Relatório de Segurança de Barragens de 2017 apontam que Agência Nacional de Mineração (ANM) é responsável pela fiscalização de 790 barragens de rejeito espalhadas pelo País, mas o trabalho se limitou a apenas 211 vistorias ocorridas naquele ano, ou seja, 27% dessas instalações. Conforme reportagem do Correio do Povo, o levantamento traz, ainda, uma lista de 45 barragens que, segundo 13 órgãos de controle, teriam situação preocupante.

Neste contexto, Brumadinho não foi uma surpresa. Ata da reunião para ampliar as atividades envolvidas na barragem que rompeu mostra que os riscos de acidente foram mencionados, e, mesmo com a manifestação explícita de moradores dos arredores, representantes do governo estadual e das empresas responsáveis aprovaram com folga as atividades do Complexo Paraopeba, onde fica a mina do Córrego do Feijão – local da tragédia –, menos de 30 dias depois.

Em relato publicado pelo Sul 21, a ambientalista Ana Flávia Quintão, que assistiu à reunião, define o encontro como um show de horrores pela ausência da pauta de responsabilidade. Comunidades atingidas e ambientalistas nos manifestamos algumas vezes, aos gritos, diante de informações equivocadas que eram apresentadas na reunião e da absoluta dominação do discurso por parte dos interessados pela autorização dos empreendimentos. A emoção, ansiedade, angústia nos olhos e expressões dos representantes das comunidades era transparente. Gritos desesperados eram emitidos, de tempos em tempos. Diante disso, ocorreram ameaças por parte de alguns representantes da reunião, que soaram como opressão e intimidação. A polícia chegou ao recinto”, conta.

De acordo com a ambientalista, os que estavam defendendo a preservação do pouco que restou das serras e águas, depois de séculos de insaciável e contínua extração minerária e exploração, foram colocados como entrave ao desenvolvimento, mais uma vez.

Veja aqui o depoimento completo sobre a reunião.

 

ANDES-SN debateu efeitos da mineração

Conforme Márcio Zonta, que pesquisa os conflitos na mineração e integra atualmente o MAM (Movimento pela Soberania Popular na Mineração) – além de ter acompanhado de perto conflitos importantes entre mineradoras e populações locais tanto no Peru quanto em Carajás (Pará) –, pode-se concluir que Bolsonaro vê a possibilidade de incrementar a economia transformando o Brasil em área de “plena mineração”. O pesquisador participou, em Rio Grande, de mais um encontro do II Seminário Regional sobre Impactos dos Projetos de Mineração, organizado pelo GTPAUA/ANDES-SN, Secretaria RS do ANDES-SN, e demais seções sindicais de docentes do estado.

Quando fala em área de “plena mineração”, Zonta afirma que, na realidade, o que o presidente eleito e sua equipe econômica ultraliberal pretendem é seguir exemplos internacionais de desrespeito à biodiversidade e aniquilação da legislação ambiental, não se importando em permitir que seja feita mineração em área indígena ou quilombola, ou mesmo junto a populações tradicionais. Zonta vai ainda mais longe: para ele, os projetos para mineração na metade Sul do RS, como os do rio Camaquã e o de Retiro, em São José do Norte, poderão redundar em um colapso ambiental e cultural da região.

Para a diretoria do ANDES-SN, “fatos como esses servem de alerta para as políticas temerárias propostas pelo atual governo federal, que apontam para a flexibilização das leis ambientais, o afrouxamento dos processos de fiscalização, ampliam as privatizações e incentivam a exploração mineral, mediante renúncias fiscais”.  Confira aqui a íntegra da nota.

 

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