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InformANDES na UFRGS, nº 99/2015, 09/11/2015.

PAUTA:

1-Bilhões para o ensino privado, cortes e mais cortes para o ensino público.

2-Seminário sobre Assédio: a violência psicológica na organização dos processos de trabalho.

3-Falecimento do prof Flávio Lewgoy (Aposentado, Dpto de Genética).

1-Bilhões para o ensino privado, cortes e mais cortes para o ensino público

Enquanto a educação pública, tanto federal quanto estadual, sofre com a falta de verbas (que impossibilita a manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão), os grandes grupos econômicos do setor da educação privada mantêm lucros estratosféricos.

A educação no Brasil virou sinônimo de excelente investimento para grandes grupos econômicos do capital internacional. E isso só acontece por conta do estímulo que o governo tem dado.

No mesmo ano em que o governo cortou mais de R$ 11 bilhões do orçamento da Educação pública, foi liberada quantia semelhante a esse montante para o Fies: apenas no primeiro semestre de 2015, o governo já havia destinado cerca de R$ 6,5 bilhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), sendo que, em torno de R$ 1,7 bilhão através da emissão de título da dívida pública. Com a recente aprovação da medida provisória 686, o total destinado ao programa nos primeiros sete meses de 2015, chega a cerca de R$ 11,7 bilhões.

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Caso não consiga visualizar a imagem, clique aqui

2-Seminário sobre Assédio: a violência psicológica na organização dos processos de trabalho

Na primeira mesa do Seminário sobre Assédio Moral, havido no dia 04/11, o prof. Álvaro Merlo iniciou sua palestra contando que nos últimos anos, diferentemente de quando ele iniciou o serviço ambulatorial de doenças do trabalho no Hospital de Clínicas, em 1988, as principais queixas são de saúde mental, com motivações ligadas ao trabalho.

A violência psicológica, a “doença da solidão” no trabalho

Segundo o médico e professor da Faculdade de Medicina da UFRGS, o sofrimento não aparece de uma maneira clara, as pessoas acham que “o trabalho é aquilo mesmo”. Quando se pergunta “como vai o trabalho?”, o paciente põe-se a chorar. “Esse é o resultado de longo período de solidão”, disse Merlo.

Essa é a “doença da solidão”, em que os trabalhadores são colocados em isolamento pela competição com os colegas. À diferença do assédio moral, que é uma figura jurídica, a violência psicológica é o conceito mais amplo como se lida com as formas de sofrimento por que passa o trabalhador.

Por que isso ocorre? A lógica do produtivismo!

O prof. Merlo explicou que as mudanças no capitalismo internacional, gestadas em meio à década de 1980, levaram as empresas a impor índices de produtividade elevadíssimos com a finalidade de manter os rendimentos dos acionistas. “Isso não é fruto apenas do taylorismo, fordismo e toyotismo. É uma relação hegemonizado pelo capital financeiro”, disse.

“Como manter taxas de lucro de 20% em um país cuja economia encolhe 2% ao ano?” questionou Merlo. Segundo ele, isso só é possível explorando ainda mais os trabalhadores, pressionando para que ampliem sua produtividade. O resultado dessas “políticas de pessoal” é uma série de sofrimentos psicológicos dos trabalhadores.

Leia mais: A saúde e os processos de trabalho no capitalismo: reflexões na…

Leia mais – links para a cartilha Atenção ao sofrimento e ao adoecimento psíquico do(a) trabalhador(a) e para o livro coletivo Atenção à saúde mental do trabalhador: sofrimento e transtornos psíquicos relacionados ao trabalho: aqui

A imposição dessa lógica privada no setor público

Tal como o prof. Roberto Heloani (Unicamp – ver o nº 88 deste boletim), o prof. Merlo assinalou que “essa lógica privada tem entrada sem limites no setor público”. Ao final da palestra, este boletim perguntou ao palestrante: por que essa imposição da lógica privada no setor público? O prof. Álvaro Merlo respondeu:

“Por causa da nova hegemonia do capital financeiro: os Estados tornaram-se completamente reféns dos grandes bancos e fundos de investimento! A crise na Grécia tornou essa discussão pública em vários países”, sobretudo europeus. No Brasil, por sua vez, essa discussão está bem menos visibilizada.

Por que? Esclareceu o professor que, “na Europa, existem diversas organizações cidadãs para tentar visibilizar esta discussão e, principalmente, dizer que não existe um único caminho”, combater a ideologia do discurso único. Como exemplo, o prof. Merlo citou a organização Les Économistes atterrés (os economistas apavorados http://www.atterres.org/) que atua nesse sentido, reunindo docentes universitários, especialistas de economia, que publicam artigos, livros, dirigem revistas. No jornal francês Libération, os Économistes atterrés animam um blog junto com a rede de economistas progressistas europeus (European Progressive Economists Network – Euro-PEN): veja o blog aqui

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Prof. Álvaro Merlo (UFRGS) – Fonte: UFRGS, Galeria de imagens

Leia a matéria sobre o Seminário na íntegra: Discussão sobre assédio moral no serviço público lota Salão de Atos da UFRGS

3- Falecimento do prof. Flávio Lewgoy (Aposentado, Dpto de Genética)

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É com muito pesar que noticiamos o falecimento, ocorrido no dia 7, de nosso colega Flávio Lewgoy, professor aposentado do Departamento de Genética, onde criou a cadeira de Ecogenética. Foi lutador do movimento ambientalista, um dos fundadores da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan).

Flávio Lewgoy era Engenheiro Químico. Na década de 90, foi uma das lideranças da campanha de oposição à duplicação da planta da Celulose Riograndense – Riocell, por entender que esse tipo de indústria causa impacto ambiental. O projeto já havia sido aprovado pelo governo estadual, mas teve que ser adiado, fruto do trabalho de esclarecimento e mobilização dos ecologistas e à resultante pressão da opinião pública.

O prof. Lewgoy também participou das denúncias sobre a utilização de agrotóxicos mutagênicos e cancerígenos na produção de alimentos, influenciou a elaboração da Lei dos Agrotóxicos e, mais recentemente, atuou na luta contra os transgênicos. Se aposentou da UFRGS aos 70 anos. Faleceu aos 89 anos.

Fonte: Sul 21, com edição da Seção ANDES/UFRGS.

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