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Greve Docente na UFRGS – A carta à mídia da diretoria da Adufrgs-Sindical é lamentavelmente divisionista e sectária

1-A Seção Sindical do ANDES-SN na UFRGS convocou Assembleia Geral, aberta a TODOS OS DOCENTES, filiados ou não, como exige a Lei de Greve 7783/1989. Estava na pauta a votação de Indicativo de Greve, apontado em Assembleia anterior. A Assembleia Geral do dia 23 de junho de 2015 decidiu aderir à greve nacional da Educação Federal. Em cumprimento à referida Lei, a greve de docentes da UFRGS foi deflagrada 72 h após a decisão, começando assim no dia 29 de junho.

2-No mesmo dia, a diretoria da Adufrgs-Sindical lançou carta à mídia em que se autoproclama o “representante único” dos docentes na UFRGS e apela para que não seja “reconhecida” qualquer decisão de greve “que não seja oriunda” dela mesma!

3-Goste a diretoria da Adufrgs-Sindical ou não, na UFRGS existem legalmente dois sindicatos docentes. Alguns colegas perguntam como isso aconteceu? Até 2008, existia a ADUFRGS-Seção Sindical do ANDES-SN. Em 2008, antidemocraticamente, uma “Assembleia” com menos de 40 docentes (munidos de procurações de colegas) criou uma nova entidade: o Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior de Porto Alegre (congregando docentes da UFRGS, UFCSPA e dois IFs), filiado à Proifes e denominado Adufrgs-Sindical. A justificativa para isso: o ANDES-SN estava com a carta sindical arbitrariamente suspensa pelo governo. No ano seguinte, o ANDES-SN recuperou a carta sindical e a Seção Sindical do ANDES-SN se reorganizou na UFRGS. Já se vão mais de seis anos. Temos que aprender a conviver com esta situação, sem sectarismo.

4-A diretoria da Adufrgs-Sindical parece ignorar que greve não é decidida por esta ou aquela entidade, mas pela categoria presente em Assembleia Geral decisória (é, inclusive, exigência legal). E que quem FAZ greve, são os próprios docentes. A Lei de Greve até prevê que a Assembleia Geral de greve e a própria greve podem ser realizadas sem entidade constituída ou mesmo à margem da(s) entidade(s) existente(s).

5-O ANDES-SN e a Federação-Proifes (à qual a Adufrgs-Sindical é filiada) têm várias divergências, mas ambos se posicionam pela liberdade e pluralidade de organização sindical. Inclusive, em documento de 29/09/2014 constante no seu site, a Proifes se declara pela pluralidade sindical, mencionando especificamente o caso da UFRGS, onde há mais de um sindicato de docentes. Ora, a carta à mídia da diretoria da Adufrgs adota posição contrária!

6-O ANDES-SN e a Proifes participam ambos do Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasef), cujas bases constitutivas pregam a unidade na luta contra o governo, em prol da pauta comum que todas suas entidades compartilham (pelo reajuste linear, para ativos e aposentados; pela fixação de data-base para o funcionalismo federal; pela retirada do Congresso de projetos que solapam direitos trabalhistas). Na contramão do objetivo unitário do Fonasef, a carta à mídia da diretoria da Adufrgs-Sindical tem cunho divisionista.

7-Essa posição sectária não é nova. Em 2012, a diretoria da Adufrgs-Sindical gastou vultosos recursos em propagandas de rádio e outdoors para asseverar que os docentes da UFRGS não estavam em greve, tentando assim esconder e negar a greve então conduzida pela Seção do ANDES-SN. Foi obrigada a rever sua posição alguns dias depois e, inclusive, sentar à mesa da Reitoria ao lado da Seção ANDES/UFRGS e do Comando Local de Greve cuja existência negava. Caso duvide, leia a nota informativa da Reitoria da UFRGS a respeito da reunião e veja a foto da audiência que reuniu as entidades com a Reitoria em http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/comandos-de-greve-dos-servidores-sao-recebidos-na-reitoria

8-É patético o apelo da diretoria da Adufrgs-Sindical ao Reitor para que se intrometa em assuntos sindicais, que abandone sua correta posição de reconhecer tanto a Adufrgs como a Seção Sindical/ANDES, e passe a reconhecer apenas e tão somente a Adufrgs como representante dos professores da UFRGS. Esqueceu a diretoria da Adufrgs-Sindical que é a cada docente (e a mais ninguém) que cabe definir livremente sua postura em matéria sindical.

9-Não reconhecer ou tentar deslegitimar a decisão de uma legítima Assembleia Geral de docentes pode ser um recurso para criar uma birra política proposital ou decorrer de uma falta de memória acidental. Seja qual for o caso, essa postura não ajuda em nada na construção de uma pauta política de resistência ao governo, aqui na UFRGS ou no cenário nacional, no exato momento em que a Universidade Pública está sob ataque cerrado.

01 de julho de 2015, Diretoria da Seção Sindical ANDES/UFRGS

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2 Comentários

  1. InformANDES na UFRGS, nº 65/2015, 02/07/2015. | Seção Sindical ANDES/UFRGS
  2. Greve Docente na UFRGS – A carta à mídia da diretoria da Adufrgs-Sindical é lamentavelmente divisionista e sectária | Seção Sindical ANDES/UFRGS

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