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InformANDES na UFRGS, ano 2014, nº 23, 08/04/2014.

Colégios de Aplicação em luta na UFS (Sergipe) e na UFPA (Pará)

A precarização das condições de trabalho e estudo e a falta de qualidade da educação têm levado, cada vez mais, a sociedade a movimentar-se para protestar.

Em Aracajú (SE), professores e estudantes realizaram Ato, na segunda-feira 07/04, para chamar a atenção sobre a precariedade das condições de funcionamento do Colégio de Aplicação (Codap) da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Já, os estudantes da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (EAUFPA) protestaram, nesta terça-feira 08/04, em Belém contra a insegurança na região da escola, fechando a Avenida Perimetral por cerca de duas horas.

Docentes e estudantes do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Sergipe manifestam contra a precarização das condições de trabalho e ensino

Na manhã da segunda-feira 07/04, ocorreu um Ato Público na entrada do Colégio de Aplicação (Codap) da UFS, com participação de professores e estudantes. A manifestação, que contou com apoio da ADUFS, Seção Sindical do ANDES-SN, teve por finalidade chamar a atenção da Administração e da comunidade universitária da UFS sobre as condições de funcionamento do colégio.

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Foi distribuída “Carta aberta à comunidade” que explica os motivos pelos quais o ano letivo de 2014 não terá início na data prevista. A informação é de que os professores e estudantes convivem com falta de qualidade da água consumida no Colégio, falta de climatização nas salas, precariedade dos quadros nas salas, o que inviabiliza a utilização deles, além de ausência de servidores/pessoal técnico para dar o necessário suporte administrativo e pedagógico.

A manifestação seguiu da entrada do Codap até a Reitoria, onde os participantes continuaram reivindicando. A carta foi entregue ao chefe de gabinete e espera-se que haja uma reunião com o Reitor para discutir o assunto ainda esta semana.

Estudantes da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará exigem segurança

Mais de 200 estudantes da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (EAUFPA), antigo Núcleo Pedagógico Integrado (NPI), fecharam trechos da Avenida Perimetral por cerca de duas horas. O motivo da manifestação foi a grande quantidade de assaltos que vem ocorrendo nas proximidades da escola, gerando medo e insegurança entre os jovens.

Segundo alunos, professores e membros da comunidade do bairro da Terra Firme, a segurança pública da localidade já não era das melhores, mas, depois da interdição da Av. Perimetral para as obras de duplicação da via, ficou ainda pior.

“As aulas começaram no último dia 31 de março, há uma semana, e nesse período mais de 20 alunos já foram vítimas de assaltos. Hoje nossa aula é na rua. Nós estamos reivindicando mais segurança para toda a comunidade”, afirmou a estudante Mariana Trindade, do terceiro ano do Ensino Médio.

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Com cartazes exigindo segurança pública e denunciando o descaso do governo e da prefeitura com a situação, os estudantes cantaram palavras de ordem como “pra trabalhar, pra estudar, eu quero segurança já!” e “oh oh Zenaldo olha pra cá, olha pra escola que tentou te educar” fazendo referência ao fato do atual prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, ser ex-aluno da Escola.

A manifestação saiu da frente da Escola de Aplicação, percorreu a Av. Perimetral, bloqueou a passagem de veículos na Av. Cipriano Santos, na rua São Domingos e foi encerrada em frente à Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), onde representantes dos técnico-administrativos em greve saudaram o protesto.

O ato foi acompanhado pelos professores Andréa Solimões e Ivan Neves, docentes da Escola de Aplicação e diretores da Adufpa, Seção Sindical do ANDES-SN, que se solidarizaram com os estudantes e também exigiram mais segurança pública.

Um representante dos policiais militares em greve também saudou os manifestantes, e aproveitou para denunciar sobre as péssimas condições de trabalho a que são submetidos e sobre os riscos da atividade, além disso, expressou indignação ao dizer que a greve de sua categoria é considerada crime.

Fonte: ANDES-SN, 08/04/2014, a partir de informações da ADUFS e da ADUFPA, Seções Sindicais do Sindicato Nacional..

 

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