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A GREVE na mídia: Paralisação de professores da UFPB deixa 40 mil alunos sem aula

Jornal Nacional – 29.06.2012 – MÔNICA TEIXEIRA – Paraíba

Reprodução da matéria publicada em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/06/paralisacao-de-professores-da-ufpb-deixa-40-mil-alunos-sem-aula.html

A equipe do JN no Ar foi para João Pessoa mostrar a situação na Universidade Federal da Paraíba, onde professores estão em greve desde o dia 17 de maio.

Eles encontraram no campus da universidade professores parados há mais de 40 dias, alunos sem saber se vão ou não perder o semestre, além de uma faculdade com condições precárias de funcionamento. A universidade é uma das 56 federais do país que estão em greve, mas é a que tem o maior número de alunos afetados.

A equipe decolou do Rio de Janeiro para uma viagem de 1980 quilômetros até João Pessoa. E nesta sexta-feira (29) bem cedo ela já estava no campus da universidade.

Eram 7h30 e, normalmente, esse seria um horário de muito movimento no campus. Seria a hora da chegada dos alunos e professores, mas nesta sexta-feira a situação encontrada foi a universidade completamente vazia. Vagas de sobra no estacionamento. Corredores e salas de aula desertas. Em alguns prédios as pessoas nem conseguem entrar. No de Ciências Humanas, Letras e Artes a porta estava fechada.

O atraso no calendário escolar já preocupa os alunos. Stuart Barbosa terminaria o curso de administração no fim do ano e já se preparava para fazer um concurso.

“Se eu passar em algum concurso, eu não vou ter como comprovar a minha experiência, o meu diploma está aí. A greve vai atrasar com tudo isso”, afirma o estudante.

No campus da Universidade em Rio Tinto, no interior do estado, também vazio, a apreensão é a mesma.

“Teve gente que perdeu oportunidade de trabalho porque fica a briga entre professor e governo, funcionário e governo e o estudante é quem fica mais prejudicado”, diz o estudante de ecologia Hugo Yuri.

A Universidade Federal da Paraíba foi umas das primeiras a entrar na greve, que conta com a adesão de 56 universidades federais no país. Nela, quase 40 mil alunos estão sem aulas desde o dia 17 de maio. Segundo o comando de greve, 95% dos professores estão parados.

A principal reivindicação é a reestruturação do plano de carreira. Os professores dizem que é muito difícil chegar ao topo no modelo atual, considerado injusto. Eles querem também que as gratificações sejam incorporadas ao salário. Em maio, o governo aceitou acrescentar uma única gratificação e não houve acordo.

“O vencimento básico até o mês passado de um professor em início de carreira era de R$ 557 com gratificações diversas e nós queremos acabar com essas gratificações e transformar o vencimento básico em uma única linha possível. A greve é para qualificar, para melhorar o serviço da universidade pública e isso não é prejuízo para ninguém é benefício para a sociedade”, explica o professor e presidente da Associação Docente da UFPB, Ricardo Lucena.

Melhorar o serviço, no local, é um desafio. Os docentes reclamam das condições de trabalho. A equipe encontrou goteiras na biblioteca e equipamentos básicos de laboratório, deteriorados.

“Os microscópios não funcionam, de 21 microscópios que a gente tem na disciplina só temos dois funcionando”, alerta a professora Marília Gabriela Cavalcante.

A biblioteca central da universidade também parou de funcionar. É que além dos professores, os servidores também entraram em greve, e lá dentro não tinha nenhum funcionário.

No hospital universitário, quatro mil atendimentos deixam de ser feitos diariamente. Elizângela e Severino do Ramo viajaram uma hora e meia para trazer a filha a uma consulta e tiveram que voltar para casa sem ver o médico.

“A criança acordou às 4h para vir em uma distância dessa. O sentimento é um sentimento de tristeza”, diz o autônomo.

Marcos, estudante de design, espera em casa pelo fim da paralisação. Ele já sonhava com o diploma, mas foi obrigado a adiar os planos e o futuro.

“Fico bastante desmotivado, a gente perde um pouco do interesse, deixa de acreditar no ensino”, lamenta ele.

O Ministério da Educação informou que acompanha com atenção o desenrolar da greve dos professores, que já elaborou a sua proposta e que junto com o Ministério do Planejamento está tentando marcar uma reunião com os grevistas.

link para a matéria: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/06/paralisacao-de-professores-da-ufpb-deixa-40-mil-alunos-sem-aula.html

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