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Manifesto dos docentes do IFCH/UFRGS em apoio à greve nacional das Universidades Federais

Nós, docentes do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS, viemos nos pronunciar solidários com a greve nacional das universidades federais, que já dura mais de 30 dias, resistindo à postura intransigente do governo, que tem frustrado as tentativas de negociação. A luta por reajuste salarial, reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho representa uma pauta justa e que precisa ser concretizada para fazer valer o princípio da universidade pública, gratuita e de qualidade.

Quando a Educação recebe apenas 3% do orçamento geral da União, faltam verbas para infraestrutura na UFRGS, obrigando-nos a disputar editais para aquisição de equipamentos que deveriam ser material básico em todas unidades. O mesmo se pode dizer da Biblioteca Setorial de Ciências Sociais e Humanidades, onde, além da falta de espaço físico para comportar todos os volumes do acervo, há demandas represadas para a contratação de novos servidores, sobrecarregando os funcionários da Biblioteca, que teve de permanecer fechada por cerca de um mês neste semestre, EM PLENO PERÍODO LETIVO, para atividades internas de processamento técnico.

Também nos afeta a fragmentação do contracheque, quando 60% de nosso salário é uma gratificação – a RT – sobre a qual não incidem os reajustes salariais, aumentando a perda do poder de compra do salário perante a inflação.

A luta pela reestruturação da carreira é outro elemento que responde diretamente pela necessária valorização do trabalho docente. Hoje, somente quando se chega à classe de Associado, já no auge da carreira, é que se alcança uma variação remuneratória mais compensadora, de 25%, enquanto a variação salarial na progressão entre os níveis iniciais da atual estrutura de carreira é de apenas 2,5%.

Por esse conjunto de elementos e por acreditarmos que uma universidade de excelência passa pelo respeito e valorização dos professores, declaramos nosso apoio à greve nacional e convidamos a todos os colegas a debaterem o indicativo de greve na UFRGS, na Assembleia Geral dos docentes que se realizará às 16h da próxima segunda-feira, dia 25 de junho, na Faculdade de Economia.
Porto Alegre, 21 de junho de 2012

-Adolar Koch – História

-Benito Bisso Schmidt – História

-Bernardo Lewgoy – Antropologia

– Caleb Farias Alves – Antropologia

– Carla Brandalise – História

-Fernando Nicolazzi – História

-Igor Salomão Teixeira – História

-José Otávio Catafesto de Souza – Antropologia

-Luiz Dario Teixeira Ribeiro – História

-Mathias Seibel Luce – História

-Regina Celia Lima Xavier – História

-Sergio Baptista da Silva – Antropologia

-Silvia Petersen – História

-Helen Osório – História

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3 Comentários

  1. “O primeiro desafio, que o sociólogo [ou historiador] deve enfrentar na contestação dessa ordem, emergem portanto nesta esfera. Não se trata de lutar as cegas, fanática e furiosamente, contra uma forma ditatorial de organização estatal do poder burguês. Mas de estabelecer o marco mais geral em que semelhante formação política se configura como realidade histórica. Fora e acima da luta de classes e de seu fluxo determinante, o sociólogo pode fazer muito pouco para intervir no curso da história. Contudo, ele pode aderir a castração da ciência e a corrupção da tecnologia científica, ou repudiá-las, sobretudo se ele for um investigador e não um ‘funcionario’.”
    (Florestan Fernandes. A Sociologia como Contestação. In: A Sociologia no Brasil. Petróplis: Vozes, 1977. p.128.)

    Dar as costas para a atual conjuntura da Universidade brasileira não é só abdicar de uma postura política mais engajada, mas é ainda abdicar do prórpio senso crítico – científico – em nome de um sono/sonho cômodo. Parabéns aos professores que aderem a causa e defendem, pra além de uma postura política individual uma lula coletiva real contra o sucateamento do ensino e das carreiras docentes.

    Alguns dos nomes que assinam este documento são responsáveis não somente pela minha formação intelectual mas também pela crítica, política, não esperaria menos de vocês, ainda que vários prefiram silenciar.

    Responder
  1. Greve na UFRGS «
  2. Assembléia de Estudantes de Ciências Sociais 28/6 «

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