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Reflexões sobre a carreira de Ciência e Tecnologia – mensagem do Prof. Antonio Maria Pereira de Resende* (Univ.Federal de Lavras)

Caros colegas,

Primeiro: segue link contendo a atual tabela após a MP568/12 e a tabela de 2009, cujo valor estava congelado desde então. (http://www.sindct.org.br/index.php?q=node/1442)

Ao olhar a tabela, ela é tentadora, afinal os valores atraem quando comparados aos nossos salários. Para quem come pão duro, quando se oferece farinha, água e tomate verde, temos o sentimento de receber tratamento de rei.

Se me perguntassem há 3 semanas atrás se eu aceitaria os valores da carreira de C&T eu diria que sim. PORÉM, hoje, após obter mais informações sobre as carreiras, eu não concordo com os valores e passo a considerar mais uma humilhação aos professores. Explico:

– A carreira de C&T não é dedicação exclusiva (DE). Portanto, se um pesquisador quiser ter sua empresa, receber pro-labore, dar aula em uma universidade, receber recursos de consultoria diretamente de empresas ele pode. Ele tem que cumprir 40 horas no Instituto de Pesquisa, fora isto, ele vende o serviço dele. Nós docentes não podemos fazer isto. Inclusive professores da UFLA e de outras universidades já tiveram de devolver dinheiro a União por ter tido outras rendas por consultoria ou ter pro-labore em empresa.

– Hoje, recebemos valor adicional pelo regime de DE no valor de R$ 3.406,85; R$3.809,49; R$ 4.635,40; e R$ 4.978,08 para assistente 4, adjunto 4, associado 4 e titular, respectivamente. Portanto, se o governo, ainda hoje igualasse nossos salário ao da Carreira de C&T, ganharíamos menos. Se eu optar por não sermais DE, passar para 40 horas como o pessoal de C&T, eu ganharia menos. O MPOG já sabe desta insatisfação (se prestaram atenção na fala do Schuch, vice presidente do ANDES, na última negociação) que, mais uma vez, alertou para as diferenças entre as carreiras, dentre elas o regime DE a que estamos submetidos. Justamente, por isto, a tabela do ANDES, que alguns colegas consideram absurdo, passa a fazer sentido. Se C&T é 40 horas, então ele deve pagar mais para quem é DE, e que além de pesquisa, ainda temos as atividades de ensino e extensão.

– Acabamos de eliminar a GEMAS do nosso contracheque com o MP568/12, será que o governo vai propor uma nova gratificação baseada em produtividade como ocorre em C&T? Infelizmente, as tabelas que calculam a produtividade para pagar a GADCT (gratificaçao de C&T) não computam os projetos com mérito, mas negados pelas agencias por falta de recursos. Portanto fiquemos de olhos abertos.

– O governo não propôs equiparação com C&T, ele disse que os valores de referência são de C&T. A diretoria do ANDES questionou se isto implicaria em estabelecer o mesmo Piso e Teto entre as carreiras e a resposta foi não, eles estão olhando para C&T como referência. Portanto, se o governo apresentar para nós uma carreira com 80% de C&T ele estará aplicando a referência de C&T. Sem falar que a notícia nos bastidores é de que ele pretendem fazer isto em 3 anos (podendo variar o tempo).

– Cuidado, oferecer uma proposta com valor de referencia de C&T é diferente de indexar a carreira de C&T, onde aumentando C&T teríamos aumento também. O governo não disse isto. Além disto, devemos lutar por uma carreira nossa, que atenda nossas peculiaridades e características, não lutar por atrelamento a outra carreira.

– Os valores de C&T estão desatualizados desde 2009, salvo os 4% da MP deste ano. Portanto, imaginemos que o governo ofereça 80% de C&T para os docentes (primeira categoria que ele está fechando acordo). Digamos que aceitamos o acordo e no mês que vem ele negocia com C&T, cuja tabela está parada em 2009, então estaremos largados muito para trás novamente.

Gostaria de convidar os colegas a uma reflexão sobre a carreira e não simplesmente se entregar aos primeiros valores atrativos que o governo possa nos oferecer. Temos de ter a visão comparativa de carreiras e não apenas de valores. Assim, não acho justo ser DE, receber o que C&T recebia em 2009 (decrescido de alguma perda) e perder, ainda mais, logo em seguida, quando o governo corrigir os salários de C&T e não corrigir nossos salários automaticamente.

O momento é favorável a nós. Muitas instituições em greve, professores/técnicos/alunos insatisfeitos, falta de estrutura nas universidades, governo enrolado após 2 anos sem negociar efetivamente a carreira, e ter queimado os meses após agosto de 2011 com reuniões improdutivas (tendo o governo cancelado duas reuniões).

Colegas, muitos criticam o ANDES, mas posso afirmar que Marina e Schuch são profs. como nós, com o diferencial de serem extremamente conscientes quanto as carreiras, ao processo de negociação, estudos de cenários, as pessoas do governo, suas características, comportamentos etc. Não poderíamos estar melhor representados na mesa de negociação. Mesmo trocando a diretoria eles continuarão no processo negocial.

Convido-os a deixarem de lado preconceitos contra ANDES, CONLUTAS, colegas sindicalistas, afirmações de que o ANDES não sabe negociar, textos como agrotóxico, moção de apoio a greve dos metalurgicos na europa, etc. Preconceitos que carreguei no passado e ajudei a trazer o PROIFES para debater na ADUFLA nossa representação sindical.

Após conhecer o ANDES mais de perto, seu funcionamento no dia a dia, nos momentos das batalhas, das razões de suas decisões e orientações, ver ao vivo Marina e Schuch sentados a mesa negociando com o governo em várias reuniões no semestre passado, tive a convicção que não poderíamos estar melhor representados junto ao governo. Eles são professores lutando por eles e por nós. Merecem todo nosso apoio.

A maturidade deles deixa no chinelo as demais entidades e também o governo.

Prof. Antonio Maria Pereira de Resende (Univ. Federal de Lavras)

* Prof. Antonio Maria Pereira de Resende possui graduação em Matemática Aplicada a Informática pela Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (1995), mestrado em Engenharia Eletrônica e Computação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1999) e doutorado em Engenharia Eletrônica e Computação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (2007). Foi criador da Revista Eletrônica de Iniciação Científica- REIC, na qual participa atualmente como revisor. É revisor também do Journal of Computer Science- INFOCOMP. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Lavras, com experiência na área de Ciência da Computação, ênfase em Engenharia de Software, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento de software orientada a objetos e aspectos, e qualidade de software. (Fonte: Currículo Lattes. Acesso em 16/06/2012)


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